POLÍTICA

Carlos Fávaro descarta ida ao PSB e reafirma o apoio a Lula para 2026

O cenário político para as eleições de 2026 começa a se desenhar com movimentações estratégicas nos bastidores de Brasília. O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro (PSD), negou categoricamente qualquer intenção de migrar para o PSB. A declaração surge após rumores de que a cúpula pessebista, liderada pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, estaria interessada em atrair ministros de siglas que planejam candidaturas próprias ao Planalto.

Mesmo diante das especulações de que o PSB buscaria fortalecer o palanque do presidente Lula com nomes de peso, Fávaro foi enfático ao declarar sua permanência no atual partido. Segundo o ministro, não houve convite formal da legenda de Alckmin.

A estratégia do PSB visa blindar o núcleo de apoio a Lula, especialmente em partidos como o PSD e o MDB (focando também em Simone Tebet), que podem lançar nomes competitivos para a presidência, gerando um conflito de interesses na base governista.

Enquanto Fávaro garante sua permanência, o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, prepara o terreno para uma candidatura própria. O partido, que se consolidou como uma das maiores forças de centro no país, conta atualmente com três nomes de peso: Ratinho Júnior: Governador do Paraná. Eduardo Leite: Governador do Rio Grande do Sul. Ronaldo Caiado: Governador de Goiás, recém-filiado após deixar o União Brasil.

    Kassab planeja definir o candidato oficial em abril, baseando-se em pesquisas de intenção de voto. Fávaro elogiou a gestão de Kassab, classificando-o como um “mestre político” capaz de promover um crescimento orgânico e equilibrado da sigla.

    A decisão de Fávaro de permanecer no PSD, mas apoiar Lula, antecipa um debate interno complexo que deve ocorrer na cúpula da legenda. Paralelamente, o próprio presidente Lula deve coordenar as negociações para garantir que sua base de apoio não se fragilize diante das ambições partidárias de seus ministros.

    A disputa pelo Senado em Mato Grosso também entra na conta, já que Fávaro precisará equilibrar sua influência regional com as diretrizes nacionais de seu partido.

    Fonte: Da Redação

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