ECONOMIA

Com salto de 5,8% no consumo de diesel, MT lidera pressão por mistura de 17% de biodiesel

O cenário energético em Mato Grosso e no Brasil vive uma semana de definições cruciais. Enquanto o consumo de combustível atinge recordes impulsionados pelo agronegócio, entidades do setor articulam uma elevação imediata na mistura obrigatória de biodiesel para 17% (B17), visando frear o impacto da volatilidade internacional do petróleo e a dependência de importações.

Dados recentes da Agência Nacional do Petróleo (ANP) revelam que Mato Grosso consumiu 4,2 bilhões de litros de diesel B em 2025, um crescimento de 5,89% em comparação ao ano anterior. Este índice supera a média brasileira e reflete a pujança do agronegócio e a intensificação do transporte de cargas no estado.

Como o diesel comercializado (Diesel B) utiliza obrigatoriamente uma fatia de biocombustível, as vendas de biodiesel no estado também saltaram 14%, acompanhando a atual política de mistura de 15% (B15). Diante das tensões geopolíticas no Oriente Médio e da alta do barril de petróleo, o UniBio MT e a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) enviaram uma carta aberta aos Ministérios de Minas e Energia, Casa Civil e à ANP.

A reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), prevista para esta quinta-feira (12), que discutiria a implementação do B16 para março, foi cancelada.

Para fortalecer a interlocução com o Governo Federal, as gigantes Aprobio e Abiove anunciaram a criação da Aliança Biodiesel. O lançamento oficial ocorrerá no dia 25 de março, em Brasília, reunindo empresários e parlamentares para consolidar o cronograma de aumento da mistura.

No setor de distribuição, a notícia que sacudiu o mercado foi o pedido de recuperação extrajudicial da Raízen. A companhia busca renegociar uma dívida de R$ 65,1 bilhões. Em 2026, a Raízen foi uma das principais movimentadoras do mercado mato-grossense, fornecendo mais de 68 milhões de litros de etanol e volumes significativos de diesel e gasolina.

Fonte: Da Redação

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