ECONOMIA

Mato Grosso receberá R$ 8,4 bilhões em investimentos em biocombustíveis até 2035

O estado de Mato Grosso consolida sua posição como peça-chave na transição energética global. Segundo nota técnica da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), o estado deve atrair R$ 8,4 bilhões em investimentos privados para a construção e ampliação de usinas de biocombustíveis até 2035.

Com esse montante, Mato Grosso ocupa a 4ª posição nacional entre os destinos de aportes no setor, ficando atrás apenas de São Paulo (R$ 19 bi), Bahia (R$ 14,7 bi) e Rio Grande do Sul (R$ 8,5 bi).

Os investimentos, alinhados ao Plano Decenal de Expansão de Energia 2035 (PDE 2035), abrangem uma gama diversificada de combustíveis renováveis e tecnologias de ponta:

  • Etanol: Milho, cana-de-açúcar e lignocelulósico (2G).
  • Biodiesel e Biometano.
  • Novas Tecnologias: Combustível sustentável de aviação (SAF), diesel verde, coprocessamento de óleo vegetal e bio-CCS (captura e armazenamento de carbono).

Um dos motores desse crescimento é a expansão da infraestrutura agroindustrial. Entre os projetos de maior impacto estão as biorrefinarias da Inpasa:

  1. Rondonópolis: Nova unidade estratégica.
  2. Nova Mutum: Ampliação da planta existente.
  • Investimento total: R$ 3,480 bilhões.

Na safra 2025/2026, a previsão é que as indústrias mato-grossenses forneçam 7,2 bilhões de litros de etanol, um crescimento de 9,9% em relação à temporada anterior. O grande diferencial é a origem: 84,3% do etanol do estado vem do milho, totalizando 6,1 bilhões de litros, segundo a Conab.

No setor de biodiesel, Mato Grosso atingiu uma marca histórica. Em 2025 (dados até outubro), o estado produziu 1,8 milhão de m³, empatando com o Rio Grande do Sul na liderança nacional.

Este avanço é impulsionado por movimentos de mercado como a aquisição da usina de Alto Araguaia (União Agroindustrial) pela Be8, reforçando a competitividade do estado no cenário de energia limpa.

Fonte: Da Redação

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