EDUCAÇÃO

Volta às Aulas 2026: 80% dos brasileiros decidem reaproveitar material escolar para economizar

Pesquisa do Instituto Locomotiva revela que o peso do material escolar no orçamento familiar força pais a buscarem alternativas, como a reciclagem de itens e a substituição por marcas mais baratas.

​O início do ano letivo de 2026 traz um desafio recorrente para as famílias brasileiras: equilibrar o orçamento diante da lista de material escolar. Segundo um levantamento recente realizado pelo Instituto Locomotiva em parceria com a QuestionPro, oito em cada dez brasileiros com filhos em idade escolar pretendem reaproveitar itens do ano passado para mitigar os custos.

​A estratégia de economia não é por acaso. Para 88% dos entrevistados, os gastos com materiais, uniformes e livros didáticos afetam diretamente o planejamento financeiro da casa. O impacto é sentido de forma mais severa nas classes D e E, onde 52% das famílias classificam o peso desses gastos como “muito grande”.

​A composição das listas escolares é um ponto de divergência entre pais e instituições. Embora 56% dos responsáveis as considerem adequadas, uma parcela significativa de 42% acredita que as exigências são excessivas, ultrapassando o que seria estritamente necessário para o aprendizado do aluno.

​Mesmo com as críticas, a intenção de compra permanece alta. Nove em cada dez pais confirmaram que irão às compras para o ano letivo de 2026. Os itens mais procurados são:

  • Material escolar comum: 89%
  • Uniformes: 73%
  • Livros didáticos: 69%

Um dado relevante da pesquisa é a influência dos filhos na hora da escolha. Em 92% das famílias, as crianças participam ativamente da seleção dos produtos. Entre os estudantes de 11 a 14 anos, esse envolvimento sobe para 95%. Em quase metade dos casos (45%), são os próprios filhos que escolhem a maioria dos itens, o que muitas vezes pode dificultar o controle de gastos dos pais devido ao apelo comercial de marcas e personagens.

Para fechar a conta no final do mês, o brasileiro tem se tornado um “expert” em comparação de preços.

  • Comparação de valores: 90% dos pais pesquisam antes de comprar.
  • Troca de marcas: 2/3 dos consumidores optam por marcas mais baratas quando encontram preços acima do esperado.
  • Canais de compra: O comportamento híbrido se consolidou. Enquanto 45% preferem lojas físicas, 39% misturam compras presenciais e online, e 16% compram exclusivamente pela internet.

​Renato Meirelles, presidente do Instituto Locomotiva, destaca que o impacto nos preços influencia decisões em outras áreas vitais, como lazer e alimentação. “Famílias com filhos em escola pública declaram gastos expressivos, que exigem ajustes drásticos para fechar a conta”, explica.

Fonte: Da Redação

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